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Quais remédios são proibidos para grávidas?

A gravidez é um momento especial na vida de todas as futuras mamães, mas também uma fase de diversas mudanças. O corpo da mulher passa por várias transformações para acomodar a nova vida que está chegando.

Com todas estas mudanças e com o surgimento de uma conexão entre a mãe e o bebê, é imprescindível que a mulher tome algumas precauções para manter a si mesma e a criança sempre saudáveis. Por isso, neste texto, vamos falar um pouco sobre qual remédio grávida pode tomar. Vamos lá?

Classificação dos medicamentos no período de gravidez

A maioria dos medicamentos foi distribuída em uma classificação que descreve quais são ou não seguros para o uso em mulheres grávidas. A tabela produzida pela FDA (agência americana de medicamentos) ilustra de uma maneira simples esse esquema, colocando as drogas em categorias de A a D, além da categoria X:

**Categoria A: **medicamentos que foram bem testados em humanos, que não ocasionaram problemas para a mulher e o bebê no primeiro trimestre de gravidez. Não existindo evidências também no segundo e terceiro trimestres (ex: retinol A, piridoxina).

**Categoria B: **medicamentos que não foram bem testados em humanos, mas que os testes em animais não mostraram riscos ou efeitos colaterais ou medicamentos com efeitos colaterais em animais, mas que, quando testados em humanos, não apresentaram riscos (ex: benzatron, Gamax, Keforal, Sinvastatina, Busonid).

Categoria C: medicamentos que não foram bem testados em humanos, mas que os testes em animais não mostraram riscos ou efeitos colaterais para o feto. Somente utilizados quando os benefícios são maiores que os malefícios (ex: Hepatilon, Gamaline V, Pravacol, Desonida, Tolrest).

**Categoria D: **medicamentos que foram bem testados em humanos e demonstraram risco para o feto. Só devem ser utilizados durante a gravidez para doenças graves que não possuam outros tratamentos mais seguros (ex: Aspirina; Ácido Acetilsalicílico; Amitriptilina; Azatioprina, Estreptomicina).

Categoria X: medicamentos que foram bem testados em humanos e apresentaram evidências provocando problemas para o desenvolvimento fetal. Não podem ser utilizados em hipótese alguma no período de gravidez (ex: Metotrexato, Penicilamina).

Antitérmicos e anti-inflamatórios

Essas duas classes de medicamentos são extensamente utilizadas pela maioria das pessoas em seu dia a dia. Normalmente, eles não costumam gerar complicações, mas a grávida deve estar atenta, pois seu corpo está funcionando em condições diferentes das normais. Dê uma olhada se você pode utilizar alguns destes medicamentos mais comuns:

Paracetamol
Este medicamento é considerado categoria B.

O paracetamol é um analgésico e antitérmico seguro para ser utilizado durante a gravidez. É um dos poucos medicamentos dessas duas classes que pode ser consumido nesta fase da vida.

A dosagem diária recomendada é de, no máximo, 1 g de medicamento e se trata de uma boa forma de reduzir a febre, as dores de cabeça e outros incômodos que podem surgir durante o período de gravidez.

No entanto, em 2014, pesquisas realizadas pela revista pediátrica do Jornal da Associação Médica Americana (Jama) sugeriu que o paracetamol poderia afetar a formação do cérebro do feto — inclusive, provocando TDH (transtorno de déficit de atenção).

Procure o seu médico para aconselhamento sobre o uso deste medicamento — só ele pode indicar a dosagem e a posologia corretas para o seu caso específico.
Dipirona
A dipirona também é um medicamento amplamente utilizado em nosso dia a dia, sendo uma excelente escolha para alívio da febre. Mas seu uso por mulheres grávidas é proscrito na maioria das literaturas, não sendo recomendado o uso durante a amamentação.

Seu uso pode provocar malformação no feto, principalmente no primeiro e no terceiro trimestres, quando as substâncias presentes neste medicamento são capazes de fechar prematuramente o ducto arterial e ocasionar problemas de coagulação na mãe e no bebê.

Este medicamento não está classificado na tabela, pois o uso de dipirona nos EUA é proibido pelo risco de aplasia medular.

Antibióticos

Tetraciclina
Este medicamento é considerado categoria X.

A tetraciclina é um antibiótico muito utilizado no tratamento da acne, mas que também pode fazer parte da resolução de quadros de infecção urinária. As substâncias presentes neste medicamento são capazes de atravessar a placenta e atingir o bebê.

Quando utilizada durante a gravidez, a tetraciclina pode provocar descoloração do esmalte dentário do feto e alterações no desenvolvimento linear do esqueleto fetal. Este medicamento não pode ser utilizado, inclusive, durante a amamentação, pelo risco de aftas, reações fotossensitivas e hipoplasia do esmalte dentário.

Amoxicilina
Este medicamento é considerado categoria B.

A amoxicilina é um antibiótico seguro para ser utilizado durante a gestação. Pertencente ao grupo das penicilinas, ela pode ser utilizada para tratar diversas infecções — dentre elas, a infecção urinária, muito comum durante a gravidez.

Entretanto, vale salientar que nada substitui a consulta ao obstetra, pois só ele pode avaliar o custo-benefício na utilização da droga, além de ajustar as doses de acordo com as suas necessidades.

Vitaminas e suplementos

Ácido fólico
Este medicamento é considerado categoria A.

O ácido fólico é um medicamento que, não só pode, como deve ser utilizado por todas as mulheres durante o período gestacional. Ele ajuda a prevenir diversas malformações do sistema nervoso fetal, reduzindo a ocorrência de doenças como a anencefalia, por exemplo.

Anti-hipertensivo

Espironolactona
Este medicamento é considerado categoria D.

A espironolactona é um diurético poupador de potássio utilizado no tratamento da hipertensão arterial e não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou em período de amamentação. Ele pode provocar malformações fetais e prejudicar a saúde do bebê, por isso, seu uso deve ser avaliado em conjunto com o obstetra.

Se você faz uso corriqueiro de qualquer medicamento descrito como nocivo no período de gravidez, procure o obstetra e encontre a melhor maneira de continuar seu tratamento sem prejudicar a sua gestação.

Para evitar complicações, você deve procurar sempre o médico especialista. Só ele dispõe de maiores informações sobre os efeitos dos medicamentos no seu organismo. Além disso, toda gestante deve seguir à risca o seu pré-natal, pensando sempre em sua saúde e na do seu bebê.

E aí, gostou do nosso texto e aprendeu um pouco mais sobre os medicamentos que as gestantes podem ou não utilizar? Então, assine a nossa newsletter e fique por dentro de todos os nossos conteúdos!

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