Cólicas: o que fazer e como evitar

As primeiras semanas com o recém-nascido costumam ser marcadas por muita insegurança dos pais. Afinal, são muitas mudanças e novidades para vivenciar: a amamentação, os cuidados com o bebê, o ritual do sono, a criação de um vínculo, etc.

A maternidade é uma dádiva e boa parte das mulheres, em alguma etapa da vida, quer realizar o desejo de ser mãe. Quando esse sonho se transforma em realidade, além da felicidade de ter o filho nos braços, as mulheres têm que enfrentar um grande problema muito comum — as cólicas dos bebês.

As cólicas nos recém-nascidos acabam deixando os pais à beira do desespero. Elas começam já nas primeiras semanas após o nascimento e melhoram, geralmente, no terceiro ou quarto mês de vida da criança.

Você com certeza irá colecionar momentos inesquecíveis de união com seu filho. Mas, mesmo nesse cenário perfeito de intimidade e cumplicidade, existe um vilão que pode prejudicar a tranquilidade do seu bebê: as temidas cólicas.

Causada pela imaturidade do sistema digestivo e do sistema nervoso, a cólica no bebê é caracterizada por excesso de gases, choro excessivo e contrações no abdômen, que fazem com que a criança movimente as pernas e arqueie as costas para trás. Durante as crises de cólica, acalmar o seu bebê pode ser uma tarefa exaustiva.

Aliás, não importa a época do ano, a frequência das mamadas ou a situação das fraldas: mais cedo ou mais tarde, em maior ou menor intensidade, todo bebê passa por isso. A boa notícia é que o desconforto é passageiro e existem alguns truques para diminuir o sofrimento. Confira!

Possíveis motivos das cólicas dos bebês

Os bebês sofrem de cólicas por diversos fatores, entre eles está o fato de que seu sistema digestivo ainda está amadurecendo, ou seja, seus órgãos ainda estão aprendendo a funcionar. Isso faz com que as paredes do intestino se contraiam e relaxem sem controle, provocando gases e, consequentemente, cólicas.

Além disso, o intestino do recém-nascido não nasce pronto para receber o alimento e, por esse motivo, fica sensível ao que ingere, por meio do leite materno. Por isso é importante que as mães fiquem atentas à sua alimentação, pois mesmo que não haja comprovação científica, muitas afirmam que alguns alimentos favorecem o surgimento das cólicas dos bebês.

Caso o bebê receba outro alimento que não seja o leite materno, as cólicas podem ainda ser piores, pois a digestão fica mais difícil, dando ainda mais trabalho para seu intestino, que ainda está amadurecendo. Contudo, logo no primeiro ano de vida, os estímulos alimentares fazem com que o intestino amadureça e reconheça os diversos alimentos que passarão por lá.

Engolir muito ar na hora da amamentação e ficar exposto a um ambiente de extrema tensão e estresse são fatores que também podem contribuir para que os bebês tenham cólicas.

Como identificar se o bebê está com cólicas

A cólica é um desconforto abdominal que, além de causar dor, tira o bom humor dos bebês, fazendo com que chorem incessantemente. Claro que nem todo choro significa que o bebê está com cólicas, mas é importante observar alguns sintomas:

  • o choro de cólica é intenso, chega a ser quase um grito e o bebê chora até perder o fôlego;
  • o bebê fica inquieto ou irritado sem motivo aparente e nada consegue consolá-lo;
  • o bebê se contorce, seu rosto fica vermelho, ele faz careta, arqueia as costas e encolhe as perninhas;
  • a barriguinha do bebê fica dura.

As dores podem aparecer a qualquer momento, mas é mais comum que comecem no final do dia ou no início da noite. Contudo, lembre-se de que o choro pode ser devido à fome, fralda suja, doença típica de bebês nessa idade, ou a algum outro incômodo.

Como evitar que seu bebê tenha cólicas

Mesmo que as cólicas sejam normais nos primeiros meses, nada é pior para uma mãe que ver seu filhinho se contorcendo de dor. Se você está passando por isso, siga nossas dicas e evite que seu bebê sofra de cólicas.

Ofereça leite materno

O leite materno deve ser o único alimento que a criança deve receber até os 6 meses de idade, pois contém todos os nutrientes que ela precisa. Ele é digerido com mais facilidade, ao contrário das fórmulas, que podem causar prisão de ventre e gases contribuindo para que o bebê tenha cólicas.

Caso você não possa amamentar, observe se as cólicas acontecem após as mamadas, pois seu filho pode ter alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ou intolerância à lactose.

Alimentos que causam cólicas

Se você está amamentando é importante que fique atenta à sua alimentação, pois ela pode influenciar nas cólicas do bebê. Lembre-se de que a qualidade do leite materno depende da alimentação da mãe e, por isso, a dieta deve ser equilibrada.

Evite alimentos e bebidas que, possivelmente, podem causar desconforto no bebê como feijão, lentilhas, ervilhas, cebola, alimentos muito condimentados, chocolate, frituras, couve, couve-flor, brócolis, pepino, nabo, refrigerantes, café, chás com cafeína, leite de vaca, etc. Caso a criança ainda tenha APLV, todo e qualquer alimento que contenha leite deve ser evitado.

Mas, antes de sair cortando tudo, verifique o que acontece com o bebê conforme o alimento que você ingere e lembre-se de sempre pedir a opinião do pediatra de seu filho a respeito de sua alimentação.

O consumo de frutas e saladas é importante nessa fase, pois não há risco de que causem desconforto nos bebês.

Verifique se a pega do bebê está correta

Para que o bebê não engula ar durante a amamentação, você deve garantir que ele está pegando seu peito corretamente. O bebê deve abocanhar boa parte do seio, não apenas o bico e se você sentir dores ao amamentar, a pega do bebê está errada.

Caso seu bebê tome fórmula, prefira mamadeiras que apresentem uma curvatura no meio, mantendo o bico cheio de leite, o que evita que ele engula ar.

Fique calma

Claro que os primeiros meses do bebê são muito difíceis para a mãe, mas procure manter a calma. Se a mãe fica nervosa, ela transmite esse sentimento para o bebê, que fica inquieto e pode sentir dores.

Como você pode aliviar as cólicas de seu bebê

Mesmo seguindo todas as recomendações seu bebê ainda sofre de cólicas? Não se desespere, você pode aliviar a dor de seu pequeno. Veja como!

  • Faça compressas na barriga do bebê com uma fralda aquecida ou com uma bolsa de água morna. Mas tome cuidado com a temperatura, pois a pele dos bebês é muito fina e se a temperatura estiver muito quente, ele pode sofrer queimaduras;
  • faça ginástica com as perninhas do bebê, como se ele estivesse pedalando;
  • massageie suavemente a barriguinha do bebê com movimentos circulares no sentido horário;
  • Dê colo, pois o carinho da mãe deixa o bebê mais calmo.

Isso acontece porque o sistema digestivo do neném ainda está amadurecendo e se adaptando a um mundo totalmente novo, o que pode ser muito desconfortável para ele. São choros que surgem em 2 ou 3 semanas após o nascimento, intensos, inconsoláveis e que causam muita preocupação nas mamães.

Mas não se desespere! Selecionamos algumas dicas para ajudar você e seu pequenino a lidar melhor com esses desconfortos e enfrentar esses momentos mais facilmente. Veja só:

Dê um banho quente

Uma água quentinha pode ser tudo que seu bebê precisa para se acalmar! Seja numa banheira ou no balde de banho, coloque todo o seu corpo submerso com a cabeça para fora, procurando sempre tocá-lo e fazer carinhos.

Um banho de banheira com água morna e em um ambiente silencioso pode ajudar no controle da dor. A atmosfera calma e a temperatura da água contribuem para o relaxamento, especialmente quando acompanhadas pelo som da voz dos pais.

Os pediatras afirmam que, na água, o bebê se recorda da vida intrauterina, sentindo-se mais relaxado, confortável e seguro. Além disso, a água quente relaxa os músculos e mantém a temperatura corporal do bebê, confortando-o ainda mais.

Não se esqueça de que a temperatura da água deve ser sempre verificada com o seu cotovelo para evitar queimaduras.

Deitar o bebê de bruços

Colocar o bebê deitado de bruços, encostando o corpo na barriga e no peito dos pais, é um santo remédio para vários problemas. O contato com a sua pele traz aconchego e segurança, e o calor do seu corpo alivia as dores e diminui a cólica no bebê.

Uma bolsa térmica com água morna ou uma fralda de pano aquecida podem ser utilizadas para fazer compressas na barriga do bebê, aumentando o fluxo sanguíneo e relaxando a musculatura da região.Porém, tome cuidado com a temperatura da compressa, pois a pele do bebê é muito sensível.

Faça ruído branco

Já percebeu que, quando está chovendo, dormimos melhor? Ou quando você faz um simples “shhh”, seu bebê relaxa? Ruídos brancos, também conhecidos como white noises, nos acalmam. Assim como o banho quente, eles também remetem o bebê à vida dentro do útero, em que sons diferentes eram ouvidos.

Esses sons podem ser facilmente simulados por você em casa. Experimente deixar um rádio dessintonizado, um secador ligado ou o próprio barulho de chuva próximo ao seu bebê. Esses ruídos feitos em casa, e até mesmo obtidos como áudio na internet, acalmarão o neném.

Enrole o bebê

Outra técnica para acalmar o filhote é enrolá-lo com uma manta confortável, como um pacotinho. Envolto pela manta, seus bracinhos e pernas ficam mais contidos, e ele se sente mais seguro. Você pode deixá-lo no colo, bem apertadinho, ou colocá-lo no berço. Com essa técnica, o desconforto é minimizado e seu bebê pode voltar a dormir mais tranquilamente.

Movimente-o

Alguns bebês respondem super bem ao balanço e à movimentação. Coloque-o no sling ou no canguru e saia para um passeio. Além de sentir o movimento constante e ritmado da caminhada, ele poderá se acalmar por explorar um ambiente novo, com pessoas e sons diferentes — sem mencionar que ficam super fofos nesses carregadores!

Levá-lo para passear de carro também é uma ótima ideia, uma vez que ele sente o balanço do veículo, fica protegido na cadeirinha e ainda escuta o ruído branco do motor.

Ninar o bebê também é uma opção. Diminuir a luz, colocar uma música ambiente suave e simplesmente oferecer carinho e proteção é uma estratégia que costuma dar certo. Você pode ainda oferecer o peito, já que a sucção pode acalmar o bebê.

Faça uma leve massagem

Colocar o bebê deitado de bruços, encostando o corpo na barriga e no peito dos pais, é um santo remédio para vários problemas. O contato com a sua pele traz aconchego e segurança, e o calor do seu corpo alivia as dores e diminui a cólica no bebê.Se o seu pequeno está chorando muito, contraindo a barriguinha e soltando gases, uma massagem pode ser a solução ideal. Com a ponta dos dedos exercendo uma pressão suave, faça movimentos circulares no abdome de seu bebê no sentido horário. Além de sentir o conforto pelo toque e pelo carinho da mãe, a massagem ajuda no funcionamento do intestino, reduzindo as dores e o choro.

Esse tipo de massagem para aliviar a dor é diferente de outras técnicas de massagem: ela deve ser feita com as mãos em formato de concha, em movimentos circulares no sentido horário. A pressão suave favorece o funcionamento do intestino e acalma o bebê.

Se as dores persistirem, você deve procurar um médico para que ele te oriente e prescreva um medicamento, caso seja necessário.


Como você viu as cólicas dos bebês são normais e acontecem com a maior parte deles. Por isso, os pais devem dar muito carinho para que a criança tenha mais conforto nessa fase.

Durante os primeiros meses de vida, mesmo após ser amamentado e ter suas fraldas trocadas, seu bebê pode ter crises de choro capazes de preocupar qualquer mãe: a famosa fase das cólicas.

Lembre-se de que esses desconfortos são um acontecimento normal na vida dos pimpolhos, então não há motivos para se desesperar ou se culpar pelos choros. Tente manter a calma, mas se for necessário, peça ajuda a alguém e se dê um descanso, afinal, nenhuma mãe é de ferro!

Aliviar a cólica no bebê depende principalmente da calma e tranquilidade dos pais para lidar com esse momento difícil sem se desesperar. Normalmente, as crises começam no final da tarde; por isso, é importante que vocês estejam preparados e se revezem nos cuidados com o bebê.

Se as cólicas forem muito frequentes ou de intensidade alta, é recomendado consultar o pediatra para uma avaliação ou prescrição de medicamentos.

E então, está mais tranquila? Tem mais alguma dica de como acalmar seu bebê nesses momentos? Deixe seu comentário!