Amamentação prolongada: até quando amamentar o bebê?

A amamentação prolongada é aquela realizada por dois anos ou até mais e traz diversos benefícios tanto para o bebê quanto para a mamãe. No entanto, infelizmente, o ato de amamentar é cercado de tabus, o que desestimula as mulheres a continuarem a alimentar seus filhos no peito.

Assim como a amamentação, a transição para alimentos sólidos também é uma grande preocupação para as mães. Por isso, neste post explicaremos até quando é benéfico amamentar um bebê, quais os benefícios da amamentação prolongada e como fazer a inclusão de alimentos. Portanto, não deixe de acompanhar!

Até quando é recomendável amamentar?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno deve ser a única fonte de alimento de um bebê até seus 6 meses de vida. Após esse período, inicia-se a alimentação complementar, ou seja, combinação de outras comidas com o leite materno. Deve ser assim até, pelo menos, a criança completar 2 anos.

A partir dessa idade, fica a critério da mãe e do filho se pretendem continuar com a amamentação ou não. Vale ressaltar que a amamentação é considerada normal até que a criança tenha 6 ou 7 anos. Logo, não há uma data fixa para que o desmame seja realizado.

Dessa forma, é necessário que ambos sintam-se bem com o ato de amamentar, sendo que o desmame deve ser uma decisão da mãe ou que aconteça de forma natural, que é quando a criança não sente mais vontade.

Quais os benefícios da amamentação prolongada?

O leite materno continua oferecendo inúmeros benefícios mesmo que a criança já esteja comendo alimentos sólidos e ingerindo outros líquidos. Vejamos os principais:

  • fortalece o sistema imunológico do seu filho, em especial quando ele está mais exposto em ambientes externos, por exemplo, ao frequentar a escolinha e interagir com diversas crianças;
  • o leite materno possui substâncias analgésicas. Portanto, amamentar é a melhor maneira de confortar seu filho quando ele está com alguma dor;
  • reduz os riscos de obesidade infantil, diabetes e doenças respiratórias;
  • é uma maneira simples de acalentar seu filho quando estiver irritado, chateado, doente ou assustado;
  • diminui os riscos de a mãe ter câncer de mama, ovários e colo de útero;
  • ajuda a controlar a pressão e taxas de colesterol da mulher;
  • é um fator determinante na cura de APLV — Alergia à Proteína do Leite de Vaca;
  • o leite materno oferece proteção contra alergias alimentares e outros tipos de alergia em qualquer idade;
  • proporciona segurança, proximidade, estabilidade emocional durante o período de desenvolvimento e crescimento;
  • reforça os laços entre mãe e filho;

Como é feita a transição para a alimentação?

Após os seis meses, o leite materno é incapaz de fornecer todos os nutrientes necessários à criança. Assim, é preciso começar a introduzir alguns alimentos, o que não significa retirar o leite materno da dieta infantil. Essa transição deve ser acompanhada por um pediatra para a nutrição correta da criança.

Dessa forma, inicialmente são oferecidas frutas raspadas ou amassadas à criança duas horas após a primeira mamada do dia e também duas horas após a do almoço. Posteriormente, é dado papinha salgada — à base de legumes, hortaliças, carnes, tubérculos e cereais — como sendo a refeição principal no almoço. Após a adaptação da criança, oferece-se a papinha salgada também no jantar.

É importante evitar o uso do liquidificador no preparo das papinhas, pois os pequenos pedacinhos ajudam a exercitar a musculatura da mandíbula, muito importante para o desenvolvimento da fala.

Como visto, a amamentação prolongada é extremamente benéfica tanto para a mãe quanto para o filho. É importante não ceder às pressões sociais para o desmame precoce, e sim, esperar que ele ocorra naturalmente. Além disso, é fundamental seguir o cronograma de introdução alimentar, cuidando sempre da nutrição da criança.